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Duas Providências para a Providência
Paulo R. dos Santos*
Hoje, passados 30 dias dos assassinatos dos três jovens da Providência, entregue à facção da Mineira por onze militares do Exército, três já soltos, liderados pelo inconseqüente Tenente Vinícius Ghidetti, que diferentemente do militar arrogante para aqueles jovens indefesos, chorou no depoimento de 03 de julho, no tribunal. Após uma romaria de autoridades na comunidade e realizadas uma meia dúzia de comoventes missas de 7º dia e, a partir desse domingo 13/07, às referentes à de um mês, relembram, ainda, a insegurança e o sarcasmo dos militares que se embriagavam, à noite quando não havia imprensa.
É execrável o preconceito contra comunidades, cujo projeto cimento social, para pavimentar acabou por enterrar os jovens e o projeto. A justiça autorizou a continuação das obras, ainda paradas. O Exército debandou e a polícia militar reocupou a área.
Se fossem três jovens brancos da classe média teriam esse desfecho?
O Brasil ficou envergonhado. O Presidente e o Governador desaprovando tais procedimentos, receberam as mães Benedita, Fátima e Liliam, que continuarão de luto enquanto não obtiverem do Governo Brasileiro, RESPEITO e REPARAÇÃO, por seus filhos decentes e queridos, os quais vi crescer superando as discriminações, David Wilson 24, Marco Paulo 17 e Wellington Costa 19, mutilados. Este, com a cabeça decepada.
É humilhante a indenização proposta pelos Ministérios da Justiça e da Defesa de 200 mil e de um salário mensal, comparado às indenizações políticas milionárias, demonstrando descaso com os comunitários. Que se agilizem as providências para a Providência nunca mais se ver discriminada por ser o que é: Gente simples, mas gente igual.
* Presidente do Conselho Estadual dos Direitos do Negro (CEDINE)